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Pelo segundo jogo consecutivo, a Espanha vencer graças a um golo de Mikel Merino na reta final do encontro. Assim, espanhóis e franceses têm encontro marcado nas 'meias'.

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Portugal já foi, mas o "Diário do Mundial" continua aqui na Rádio Observador e com a primeira meia final definida. Vamos ter um Espanha-França a decidir o primeiro finalista deste mundial entre hoje e a próxima madrugada. Decide-se também a outra meia final. Vamos também falar destes jogos e de Jorge Jesus que, à maneira dele, foi também apresentado como selecionador nacional. São os destaques para a conversa no "Diário do Mundial", hoje com o jornalista Carlos Pedro. Bem-vindo, Carlos. Olá, João. A Espanha venceu ontem a Bélgica e vai agora enfrentar a França nas meias-finais deste mundial. O jogo voltou a ser decidido nos minutos finais por alguém que não temos muita simpatia, Mikel Merino e Carlos, os espanhóis encontraram aqui o seu amuleto da sorte. Pelo menos aproveitaram o talismã do jogo anterior, algo que poderíamos ter feito com Gonçalo Ramos. No fundo, os espanhóis- Não vamos recordar essas desgraças ...os espanhóis repetiram a receita. É verdade, não vou estar aqui a bater no ceguinho. E focando-me no jogo de ontem, acho que mais do que sorte, é mesmo mérito desta equipa que voltou a dominar o jogo, mas não foi uma partida nada fácil. Não é que se esperasse isso, mas se olharmos, por exemplo, para as estatísticas, a Espanha teve mais tudo: gols esperados, remates, cantos, posse de bola. Aliás, a Espanha teve mais posse de bola em todos os jogos deste mundial, perdeu apenas nas faltas ontem, no que diz respeito às estatísticas, mas sofreu também o primeiro gol na prova, o que é um dado impressionante nos quartos de final, sofrer o primeiro gol depois dos jogos com Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai e Portugal. Ninguém tinha conseguido marcar até Charles De Ketelaere cabecear para a baliza do Unai Simón aos 41 minutos. Unai Simón que, João, tinha o recorde de mais tempo sem sofrer gols no mundial, a baliza a zeros na seleção espanhola durou 650 minutos. Muito bem. Antes disso, Fabián Ruiz tinha inaugurado o marcador à passagem da meia hora de jogo. Depois, na segunda parte, voltamos a não ter um jogo fantástico. Não foi um jogo fantástico, não sei se viste, João. Não, por acaso não. Sabes que eu desliguei? Já desliguei. A eliminação de Portugal disse o definitivo fim do mundial. Foi. Fiquei muito triste. Mas pronto, os lances de ontem, os lances mais perigosos foram para a Espanha, ainda que sem ser espetacular. A Bélgica também teve a infelicidade de perder Thibaut Courtois, um dos melhores guarda-redes deste mundial. Isso teve influência, não foi? Teve influência, até porque entrou Lamens, do Manchester United, que é até um bom guarda-redes e fez uma ótima temporada na Premier League. Foi contratado por Rubén Amorim, não foi? A aposta de Rubén Amorim. Exatamente, para substituir Onana, que estava a dar muitos problemas ao United. Mas ontem foi Lamens a dar problemas à Bélgica. Errou e teve um erro bastante feio no lance do gol espanhol, o lance do gol de Merino. Portanto, sem ser excecional ou brilhante, esta Espanha foi sempre ou quase sempre melhor durante o jogo de ontem. E eu há pouco falava em mérito, porque esta nova vitória nos minutos finais, agora aos 88 minutos, demonstra, de facto, o poderio espanhol, porque esta seleção chega às fases derradeiras do jogo sempre por cima ou pelo menos com mais vontade de ganhar nos 90 minutos e não levar a partida para o prolongamento. Foi isso que aconteceu com Portugal, voltou a acontecer com a Bélgica, e isso nota-se e é normal que uma equipa seja recompensada por isto. O risco acaba por compensar, apesar de, João, eu achar pessoalmente que isto não é bem um risco, arriscado é não ter bola e por isso sujeitar-te a levar um gol no final. É isso mesmo. E eu tenho a Espanha ainda aqui atravessada, mas isto numa próxima competição. Foi como Marrocos. Marrocos também ficou na nossa memória por algum tempo. E a França, também. Precisamente, agora há um grande jogo entre Espanha e França, dois vizinhos. Sim, melhor defesa contra melhor ataque neste campeonato do mundo. A melhor defesa, a seleção espanhola, tem apenas um gol sofrido. Lá está o gol sofrido ontem contra a Bélgica, contra o melhor ataque, esta seleção francesa. Melhor ataque com Mbappé. Eu acho que é mesmo o melhor ataque, com Mbappé, Dembélé, Olise, ainda tem Barcola, Doué e depois Cherki no banco. Ter isto tudo na mesma seleção eu acho que é uma falta de noção tremenda. É de luxo, é extraordinário. É o melhor ataque, tem 16 gols marcados. Mas neste jogo não faltará definitivamente qualidade individual nos dois plantéis. A França, nesse aspecto, é pra mim líder mundial e também por isso é que é a seleção mais entusiasmante desta competição. Mas a Espanha é não só campeã da Europa, como finalista vencida da Liga das Nações, e aí já podemos sorrir, João, contra nós que perderam. E agora está nas meias-finais do mundial 16 anos depois. Esta máquina de Luis de la Fuente é a definição de uma grande equipa, com muita juventude e também experiência. Vai ser interessante perceber até que ponto vai continuar a Espanha a ter esta superioridade ao nível da posse de bola. A Espanha teve mais bola em todos os jogos, como já aqui dissemos, e até que ponto é que vai a França ficar confortável sem ela, porque a França, apesar de não roubar tantas vezes a bola como a Espanha, é uma equipa que obviamente se sente mais confortável com tanta qualidade na frente, sente-se mais confortável com bola. Parece-me que a França está melhor sem ela do que a Espanha, mas isso também nunca acontece durante largos períodos. Indo a números na antevisão deste jogo, são 38 jogos entre estas duas seleções. A Espanha, curiosamente, eu não esperava isto- Eu também não ...tem mais vitórias. Estou surpreendido. Tem 18 vitórias, a França tem 13 e há ainda sete empates a registrar. Mas em mundiais, estas duas seleções apenas se defrontaram por uma vez, no Mundial 2006, na Alemanha. Lembras-te quem levou a melhor, João? Não. Em 2006. Ainda eras muito novo. Não me lembro. Foi a França, que depois chegou à final. Este jogo foi a contar para os oitavos de final. A França até começou a perder, mas acabou por vencer por 3x1. Portanto, duas grandes equipas, tanto hoje como em 2006, por isso não há mais nada a esperar senão um grande jogo, marcado já pro dia 14 de julho, numa terça-feira. O jogo acontece em Dallas, curiosamente, João, no Dia Nacional da França De França assinala-se o dia da Tomada da Bastilha e é, portanto, um dia de festa em França. Vamos ver até que ponto, porque as festas em Paris são sempre um bocadinho problemáticas. Carlos, ainda sobre o jogo de ontem, a derrota da Bélgica marca o fim desta geração de ouro do país. É verdade, e vamos considerar como o início desta geração de ouro o ano de 2016, o Campeonato da Europa de 2016, que também nos traz excelentes memórias. Olha, ontem esteve cá a Zara Larsson, cantou a música desse Europeu que nós vencemos. E vencemos cá. No dia em que fez 10 anos, portanto, isto estava tudo ligado. Exatamente. Grande dia, boas memórias. Dessa equipa da Bélgica no Euro 2016 até à convocatória para o Mundial deste ano sobravam Courtois, Witsel, De Bruyne e Lukaku, portanto, quatro jogadores. Não estarão, com a certeza, no próximo Mundial. De Bruyne falou aos jornalistas, não quis revelar se era mesmo o último Mundial ou não, pediu só que o deixassem descansar. Eu acho que é justo. Mas de resto, fica uma geração de ouro que não conseguiu títulos, teve Roberto Martínez como principal timoneiro ao longo dos últimos 10 anos, orientou durante sete, se não me engano, esta seleção belga. Isso explica muita coisa. Mas atenção que em Mundiais há um terceiro lugar a registar em 2018 na Rússia. E por esta Bélgica ficar em terceiro lugar no Mundial, não podemos dizer que seja propriamente um fiasco. Não foi de todo um mau resultado. Mau resultado foi em 2022, no Qatar, quando são eliminados na fase de grupos e agora em 2026 são eliminados nos quartos de final. Também não é um péssimo resultado, tendo em conta que caíram aos pés de uma fortíssima seleção espanhola. 2018 foi mesmo o melhor ano, terceiro lugar nesse mundial. Se formos aos Europeus, quartos de final em 2016, quartos de final em 2021 e oitavos em 2024. Aqui talvez faça mais sentido apontar críticas a Roberto Martínez e também à seleção belga. De resto, fica uma seleção sem títulos numa geração de ouro. Também já nos aconteceu, não é verdade? É verdade. Roberto Martínez, que está em todas. Olhamos agora para o menu de hoje. Traz-nos dois jogos, um deles só para os corajosos da madrugada, quer dizer que para nós, Carlos, possivelmente só com os resumos na manhã seguinte. Efetivamente. É o Argentina-Suíça, joga-se às 2:00 a.m. É também um jogo com toque português, porque a arbitragem vai ficar a cargo de João Pinheiro. É apenas o terceiro árbitro português a apitar três jogos no Mundial. Já esteve no Catar, Suíça e no Canadá-África do Sul. A partida deste jogo será bem mais exigente. Estamos a falar de quartos de final e de Argentina. Há muitas queixas à volta dos jogos da Argentina. De resto, são queixas que vêm desde o Mundial de 2022. É um jogo difícil, sobretudo desafiante para o português. Mas quanto às duas equipas, são diferentes, mas nenhuma tem qualquer derrota neste mundial. A Suíça venceu a Bósnia, o Canadá e a Argélia, empatou com o Catar e com a Colômbia, sendo que derrotou os colombianos nos penaltis. São oito gols marcados, três sofridos e já não sofre gols há dois jogos. E foi surpreendente, aliás, não ter sofrido nenhum gol contra a Colômbia. Esta equipa de Murat Yakin aguentou-se muito bem perante os colombianos, muito fortes no processo ofensivo. Mas esta Argentina, apesar de não ser tão entusiastamente como a Colômbia, tem uma alma extraordinária, não é verdade? E só isso explica a última vitória que tiveram contra o Egito, para além das notórias diferenças individuais entre as duas equipas. Para além dessa alma, há Messi, João, melhor marcador do mundial, com os mesmos gols de Mbappé, são oito, tem mais de metade dos gols desta equipa. A Argentina tem 12 gols marcados e cinco sofridos, é favorita para o jogo de hoje. Ainda assim, e se compararmos aqui os dados, até tem mais gols sofridos do que a Suíça. Exatamente. Cinco contra três. Antes disso, há o Noruega-Inglaterra. Estou muito curioso para este, para ver, mais uma vez, como é que Haaland vai driblar a Inglaterra. Do que vimos frente ao Brasil, este jogo não são favas contadas. De todo. Atenção a estes vikings, principalmente a Haaland, como disseste. As minhas redes sociais, desde o jogo com o Brasil, foram invadidas pela música dedicada ao avançado do Manchester City, compreende-se porquê. Está no primeiro mundial da carreira, tem sete gols marcados, a Noruega está a fazer uma excelente campanha, já não ia a um mundial há muito tempo. Eliminou o Brasil e, portanto, está muito motivada para este jogo. Se olharmos para o histórico de confrontos, são quatro jogos oficiais, todos para qualificações para os mundiais de 82 e 94. E atenção, porque se o histórico já era muito favorável à Noruega contra o Brasil, aqui temos duas vitórias para a Noruega, uma vitória para os ingleses e o empate mais equilibrado do que isto seria difícil, mas vamos ver no jogo. Atenção também a dois benfiquistas, Schjelderup e Ørnes, dois jogadores do Benfica que estão presentes nesta seleção da Noruega, neste Campeonato do Mundo. Ørnes tem tido mais minutos, Schjelderup não tem sido titular, mas no último jogo contra o Brasil entrou a partir do banco, fez duas assistências para Haaland e por isso não é de descartar que possa substituir hoje o Nøse no lado esquerdo do ataque norueguês. Vamos ver. Vamos ver como é que fica esta segunda meia final. Jogos de hoje, Noruega-Inglaterra às 10:00 p.m., Argentina-Suíça, para os corajosos, às 2:00 a.m., a fechar estes quartos de final do Mundial. Nas meias finais, já está definido o primeiro encontro entre França e Espanha. Está feito o Diário do Mundial, hoje com o Carlos Pedro. Amanhã estamos de regresso mais cedo, às 20h35.
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