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Dois prolongamentos, jogos com polémicas acesas dentro e fora de campo e que culminam com Inglaterra e Argentina nas meias-finais. Palhinha é o reforço mais desejado por Marco Silva, mas é possível?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Dois gigantes sobreviveram após 120 minutos de puro sofrimento: a Inglaterra, de Jude Bellingham, e a Argentina, de Lionel Messi, deixaram a Noruega e a Suíça pelo caminho, já têm encontro marcado nas meias-finais. Mas não se joga apenas nos relvados, por cá o mercado de transferências começa a ferver e há um nome que promete agitar a rivalidade da segunda circular: João Palhinha. Existe a possibilidade do ex-Leão poder estar a caminho da Luz, a pedido de Marco Silva. São temas para falarmos nesta edição de "E o Campeão É". Repetimos a tripla de sábado com o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e também o Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva. Mundial de 2026 já com as meias-finais definidas. França que defronta a Espanha e agora Inglaterra e Argentina. Antes de irmos à análise do jogo com o João Pinto e o Luís Pinto Coelho, que de certeza também têm considerações a fazer quanto à arbitragem, vou começar por ti, Pedro Henriques. Muito bom dia. Há lances polêmicos nos dois jogos, até um bate-boca, podemos dizer assim, um bocadinho intenso entre Lionel Messi e João Pinheiro, que arbitrou este jogo entre a Suíça e a Argentina. O que tens a dizer sobre esses lances, que também estão a correr muita tinta nas redes sociais, e perguntar também se, no teu entender, passaram as seleções mais fortes e aquelas que mais mereciam para estas meias-finais. Bom dia, vou tentar ser o mais calmo e tranquilo para analisar tudo o que vai nas redes sociais. Vê lá, senão só apta a tensão. Se eu fosse dizer aquilo que me vai na alma, sei lá. Nós precisamos de tempo, precisamos de tempo para a bola. Não, mas o problema é que a bola agora perdeu o impacto, perdeu o interesse, o 4-3-3 e o 4-4-2 parece que de repente já não têm importância, que era o que devia ter importância. E as redes sociais e as próprias comunicações sociais em termos de televisão destas transmissões, neste momento focam-se na questão da arbitragem. E o mais grave disto é que focam-se a tentar ter polêmica em situações em que o árbitro e o VAR estiveram bem na aplicação, por exemplo, dos protocolos de alterações das leis. Portanto, nós estamos claramente, e há um bocadinho de "mandei este poste", porque vivemos tempos difíceis em que o certo precisa de se calar para que o imbecil não se ofenda. E é exatamente isto que está a acontecer. E quando esse mau exemplo vem de uma personalidade como a do presidente da América, como é o caso do senhor Trump, que foi falar daquele lance da expulsão, que nem falta era, como é que alguém que nem sabe quantas leis tem o jogo de futebol pode dizer que aquilo não é falta? Já não estou a falar da questão do vermelho, que nem sequer é falta. E estes são os tempos em que estas mensagens passam, estas pessoas julgam que têm a certeza do que estão a dizer e que estão a ser corretas e quem sabe, quem está por dentro, tem que se calar, porque efetivamente, mesmo com o livro das leis, com tudo, não há qualquer hipótese. Termino com isto para dizer que, em relação ao lance, já tinha me acontecido isto este ano com o jogo entre os Estados Unidos e a Croácia, não tem a ver com simulações. Deixem de escrever nas redes sociais que agora a simulação entra no protocolo VAR. Não entra. O que entra é o alargamento do conceito de troca de identidade. Há um jogador que é punido e que leva um cartão amarelo, e neste caso foi o Paredes. Viu o cartão amarelo errado porque ele não fez falta e nesta circunstância, quem fez a falta e grosseira, que foi simulação, foi o Embolo. É ele que tem que levar o cartão amarelo e por isso o VAR intervém. Aplicação corretíssima do alargamento do conceito de troca de identidade. Agora, se concordamos ou não concordamos com a lei, é uma coisa. Não venham dizer que o polícia está errado quando multa alguém que passa o sinal vermelho, porque é isso que está na lei. Agora, se querem que passe o sinal vermelho, tudo ok, mudem a lei. E já agora, para acrescentar, em relação também ao jogo da Noruega, que tivemos mais um tratado nas nossas transmissões televisivas. Não sabem o protocolo, não sabem das alterações. Não falem, cinjam-se ao 4-3-3, 4-4-2 e pelo menos tentem se informar. Estamos a falar de televisões portuguesas, que até têm colegas meus a trabalhar com eles. Liguem-lhes, ponham-lhes a mensagem, façam o que faz a televisão espanhola com duas árbitras que estão no backstage e que vão dando informações para quem está lá, para que possam passar uma boa informação. E agora há uma alteração no protocolo VAR para a nova EP que diz: se houver uma bola parada, como uma finalização, um canto ou um pontapé livre, e se houver uma falta, mesmo com o jogo parado, como foi aquele do Haaland, que tirou o adversário do caminho, mandando-o para o chão, e se isso tiver impacto no desenrolar da jogada, o VAR tem que intervir, anular o gol, neste caso, ou se fosse uma situação de pontapé de penal, seria a mesma coisa, e recomeçar o jogo com a mesma circunstância, que neste caso é o pontapé de canto. Por quê? Porque a infração ocorreu antes. Não concordam com esta alteração? Tudo bem. Agora não digam que a equipa de arbitragem ou o VAR estiveram mal quando acertaram exatamente no protocolo. Só mais esta. A câmera spider, que está no ar, não viu nada com a bola. Há um sensor na bola. Deixam lá essas imagens de dizer que está a ver. Não é isso. É o sensor que está na bola, é todo automaticozinho. Se a bola tocasse na câmera spider, naquela que está no ar antes do gol da Inglaterra, e como se tratava de um gol, o VAR, por protocolo, tinha que intervir. O VAR foi analisar, não há contato, não há toque, não há alteração. Por isso, está tudo certo. Não venham agora com imagens televisivas ou da internet dizer que a bola tocou. E é neste mundo que estamos a viver, de sistematicamente discordância e de não concordância e de não conhecimento das leis. Até o cartão amarelo, porque o jogador trepou a vedação para ir comemorar o gol. Já saiu da lei, meus amigos, atualizem-se. Nem precisam de ir mais longe, isso já não existe e, portanto, não tem que haver cartão amarelo. E vivemos neste mundo. Pronto, não vou dizer mais nada, falemos de futebol. Vamos a isso. Casos à parte e começando por ti, João Pinto, a Inglaterra deixa para trás a surpreendente Noruega, a Suíça caiu de pé e até levou a Argentina para mais um prolongamento. Falando de alguém que tu conheces bem, Schjelderup foi titular ontem, tinha feito duas assistências contra o Brasil, ontem marcou. O FIFA tem razões para estar preocupado com a valorização deste jogador e, claro, o que tens a dizer também desta passagem de Inglaterra e também da Argentina às meias? Era aquele jogo que eu queria ver. Inglaterra e Argentina era a meia-final que eu queria ver. Não podemos deixar de sublinhar a extraordinária carreira da Noruega no mundial e dentro, depois, da Noruega, também as belíssimas exibições do Schjelderup, que não era titular, acabou por ganhar o lugar com duas assistências que valeram o apuramento contra o Brasil, não era contra outro qualquer. E ontem ainda marca um golo. Se foi de propósito ou não, interessa pouco, interessa que a bola entrou e fica lá o nome dele. Eu acho que o jogador se valorizou. Vamos ver se se valorizou ao ponto de fazer birra e não querer continuar. Espero que não. Espero que o Benfica tenha a capacidade de o manter, de lhe prometer os sonhos que ele tem direito ainda no Estádio da Luz e depois, lá mais pra frente, ser negociado ou não renovar o contrato e sair. Mas acho que o Benfica precisa dele desportivamente. Até se viu isso ontem no jogo contra o Flamengo. Depois, em relação ao jogo em si, acho que foi um jogo bem disputado. A Inglaterra tem tido o azar todo do mundo, entre lesionados, castigados e homens que saltam a vedação e partem a mão. E viu-se isso ontem, a saída do Declan Rice provavelmente foi fruto da tal gastroenterite que assolou a equipa, mas Inglaterra tem se mantido. Tem sido muito forte. O Bellingham está numa forma extraordinária, candidato a balador. Estou muito ávido de ver essa meia-final, ainda mais do que o França e Espanha, este Inglaterra e Argentina que promete imenso. Exatamente. E Luís, olhando aqui também pra Argentina, voltou a precisar do prolongamento para seguir em frente. Já tinha acontecido neste mundial, por exemplo, com Cabo Verde. Aqui a expulsão de Embolo acabou por ser um ponto de viragem a favor dos campeões em título, mas o desgaste físico e também alguma instabilidade defensiva demonstrada frente a esta Suíça é um alerta para Scaloni, para aquilo que aí vem também, esta forte Inglaterra? Olá, bom dia. Sim, sem dúvida. Eu acho que a Inglaterra, ao dia de hoje, eu digo que se calhar só pode acontecer qualquer coisa imprevista durante o jogo, que a gente nunca sabe. Os ingleses podem não conseguir controlar, mas é um imprevisto. Pode ser pra acontecer Messi. Sim, mas eu acho que a Inglaterra é bastante superior à Argentina. Eu acho que tem sido muito coesa esta Inglaterra e parece-me que a Argentina está muito espremida já. Vai passando entre os pingos da chuva. Ontem teve aquela felicidade ali, o erro do jogador suíço que faz a simulação, e a partir dali o jogo fica mais desequilibrado. Mas eu acho que a Inglaterra, neste momento, é mais forte que a Argentina. Embora ontem os jogos tenham sido relativamente equilibrados, mas parece-me que passaram as duas seleções mais fortes. Só que eu acho que a Inglaterra é mais seleção, é mais equipa e a Argentina está muito espremida. E parece-me aqui, claramente, que se tivesse que dar aqui a percentagem, eu diria se calhar uns 65, 35 para a Inglaterra. Então nisso estão em sintonia, tanto o Luís como o João. Pedro, também partilhas desse grau de otimismo mais a favor da Inglaterra ou a Argentina está à frente na corrida, nesta meia-final? O meu favoritismo é pra França. Ou seja, eu percebo a pergunta, mas aconteça o que acontecer, e pode acontecer coisas às vezes no jogo que alteram, como é o caso uma expulsão, etc. Mas eu acho que aconteça o que acontecer, a França vai ser campeã do mundo, porque eu acho que estão tão acima em relação aos outros. Se calhar daqui uns dias estamos a dizer: "Olha, pedi raspo porque perdeu com a Espanha". Mas eu acho que o patamar e o nível da França está claramente acima de todos os outros que neste momento chegaram aqui a este patamar. E também concordo que sim, que a Inglaterra está melhor do que a Argentina. Depois há aqui um fator também relevante. A Argentina, tal como as equipes sul-americanas, praticamente vão jogar em casa, no sentido, está bem que os ingleses também vão a todo lado e tem muita gente, mas os estádios ficam, em termos de adeptos, com uma quantidade de adeptos que é normalmente superior às outras, o que é normal por causa da localização geográfica. E o fator casa é sempre muito relevante e importante. Casa, neste sentido, teres mais pessoas a puxar por ti. De qualquer maneira, concordo com o que foi dito, acho que a Argentina está totalmente espremida. Pode haver o fator que disse, e muito bem, o João também, que é o fator Messi, porque é um jogador extraordinário e que pode, enfim, de um momento pro outro, fazer aquele passe de rutura, marcar aquele gol. Acho que a Inglaterra e a França são as candidatas para estar na final, mas o futebol, e ainda por cima no mata-mata, pode desvirar e desmentir isso. Já alguém dizia: "O futebol é um momento". Acho que és tu, Pedro Henriques. Exato. Não só, mas é uma frase que todos nós usamos, porque é muito isso. Bem, quadro completo para as semifinais, França e Espanha, terça-feira às 8 da noite, horas decentes para podermos assistir à bola, e depois Inglaterra e Argentina na quarta-feira às 8 da noite. O jogo de terceiro e quarto lugar joga-se no sábado, a final no domingo. Destaque pra esta Inglaterra e Argentina, que traz boas memórias de 86 para a Argentina. Lá está, o ano em que conquistou a prova e deixou aqui a Inglaterra pelo caminho, mas o último encontro oficial entre estas duas seleções remonta ao mundial de 2002, e aí foi a Inglaterra a vencer por 1 x 0 na fase de grupos a Argentina. Veremos qual é a história deste mundial 2026. Por cá, o mercado de transferências está a andar. Nós nos últimos dias não temos tido tempo pra abordar esta questão, mas João Palhinha tem sido associado ao Benfica e também ao Sporting. A entrada de Marco Silva aqui ao comando do Benfica tem colocado o nome de João Palhinha no destino dos encarnados. É um jogador que ganha um salário anual na casa dos nove milhões de euros. João Pinto, só isso por si só pode ser aqui um entrave, mas pode haver aqui uma abertura para que o jogador considere o regresso a Portugal. Sabemos que há interesse de equipes italianas e também até da Premier League. Era um jogador que encaixava que nem uma luva neste sistema do Benfica? Eu acho que o único trunfo que o Benfica tem em relação ao João Palhinha é o Marco Silva. É o fato de ele ter sido muito sucedido com o Marco Silva e de ser realmente uma dupla entre treinador e jogador que se deram muito bem. Tirando isso, todos os fatores financeiros são um grande contra, especialmente porque o Benfica está a falar com o Bayern de Munique, ou seja, não é propriamente um Chelsea onde parece que há algum desgoverno ou outro clube que tem 74 jogadores. Não, é o Bayern de Munique, que é uma equipe muito séria, muito fria na maneira como faz negócios e, portanto, acho que ou o Benfica tem o dinheiro, mostra o dinheiro e faz o negócio, ou não vale a pena andar aqui com pedinchices e negociações de 20, 30%. É um bom jogador? É, mas também tem 31 anos e um salário gigantesco. Vai fazer desvalorizar Rios, vai fazer desvalorizar Manu, já para não falar dos Miúdes e do Enzo Barrenechea. Portanto, é um negócio que desportivamente pode ser interessante, mas que tem muitos ses a serem ponderados. Depende também muito da maneira como os jogadores do Benfica naquela posição se vão demonstrando. Ontem, no jogo contra o Flamengo, o Enzo não esteve bem, aliás, alinhando com aquilo que foi o fim do ano passado. E gostei muito de ver o Manu. Acho que a chegada do Rios vai ser importante. A vinda do Palhinha seria um titular indiscutível, mas desvalorizaria os que lá estão. Luís, perguntar-te precisamente isso. É um jogador associado ao Benfica e ao Sporting. É um jogador que conhecemos muito bem as qualidades e houve até alguma surpresa, até porque sabemos bem que Palhinha foi o responsável por não ter deixado o Tottenham descer de divisão, marcou um gol decisivo e que colocou ainda o Tottenham na Premier League, desceu o West Ham, como todos sabemos. É um jogador que pode fazer a diferença mais no Benfica do que no Sporting. O Sporting parece já se ter retirado um bocadinho do terreno, tendo em conta o elevado investimento financeiro que teria de fazer para contar com o internacional português. Sim, o Sporting está fora da corrida. O Sporting, na altura, tentou, mas Palhinha quis esperar pelo Tottenham e então foi aí que o Sporting avançou para a Al-Thumama, por isso já tem dois jogadores pra posição. O Benfica, sim, está na corrida. E eu acho que aqui o maior problema é mesmo a questão do Bayern de Munique, porque parece-me que Palhinha estaria disposto a reduzir, eu diria, se calhar 50% do seu salário, e ele tem um salário de cinco milhões líquidos por ano. Se baixar pros dois e meio, dois, acho que o Benfica tem essa capacidade pra pagar. O problema, como o João Pinto referiu, é pagar 20 milhões, por exemplo, 20 mais cinco por um jogador de 31 anos, já é um investimento avultado, embora me pareça que desportivamente seria indiscutível e poderia levar aquele meio-campo do Benfica pra outro patamar. E Marco Silva, conhecendo muito bem, sabe o que ele pode ajudar. Eu acho que o Enzo não é solução. Até posso dizer que foi um jogador que me desiludiu bastante. Eu conhecia-o bem do Valência e parecia-me que ele no Benfica poderia render bastante mais e continua a demonstrar. Já somos seis milhões. E um. Seis milhões mais um. Aliás, o Enzo Barrenechea, no início da época passada, e corrija-me, João Pinto, se estiver errado, era um jogador que prometia imenso e até chegou a fazer boas exibições. É o que o Luís diz, foi uma desilusão. Exato. Em breve foi isso. Luís. Sim, e acho que o Benfica vai tentar libertar ali ou o Manu ou o Enzo. Eu acho que possivelmente será o Enzo. O Manu ontem deu mais uma vez uma boa resposta e parece-me até um jogador que encaixa melhor nas ideias do Marco Silva. Será um esforço financeiro do Benfica, mas eu acho que desportivamente pode acrescentar muito. Pedro Henriques, partilhas também desta opinião? É um jogador, João Palhinha, que pode realmente acrescentar e até fala-se que ele quer regressar a Portugal devido à proximidade da família, também se calhar para estar mais próximo e até piscar o olho à seleção nacional, estando mais perto. Olha, o João Palhinha devia ter estado era na seleção, porque ainda me recordo quando nós tínhamos centrais como o Bruno Alves, o Ricardo Carvalho e o Pepe, e à frente jogavam o Danilo e o William. Olha, e foi assim que fomos campeões europeus, com mais coisa, menos coisa. Não jogavam os cinco ao mesmo tempo. Agora temos muito esta questão de somos todos muito bons a atacar e temos realmente os Correas, os Cancelos, o Nuno Mendes e depois ali os Vitinhas, mas depois falta-nos, no meu ponto de vista, o músculo, que era mais ou menos aquilo que o Samu poderia ali fazer. E portanto, ainda por cima com centrais que neste momento não dão robustez, eu estou a falar da seleção, como é o caso, temos o Ruben Dias, depois falta-nos ali um segundo central tipo Pepe, que não temos, obviamente. Eu acho que no futebol moderno, independentemente de se atacar muito e de ter jogadores tecnicamente muito bons a sair com bola, é preciso músculo e é preciso jogadores que às vezes são um cadinho melhores a destruir do que propriamente a construir. E dentro dessa perspectiva, jogadores com características como é o caso do Palhinha, não estou a dizer que ele não saiba construir, obviamente, eu acho que são sempre relevantes e importantes para fazer um cadinho aquilo que é o jogar ali à frente da defesa. Aquelas posições que hoje falamos muito do seis e do oito, embora cada um com características diferentes. E por isso acho que o Palhinha encaixa bem sempre em qualquer equipe, nessa perspectiva dar um cadinho mais músculo naquela zona do terreno. Agora, depois, claro que o Sporting já foi aqui, o Luís já explicou muito bem que se o Sporting é dado mente pela demora da resposta ou do adiamento em função de ir ou ficar ou não no Tottenham por causa do Palhinha, o Sporting depois seguiu noutra direção. E parece-me, não sei, que o Sporting neste momento está fora dessa corrida. Pro Benfica, acho que um jogador como o Palhinha encaixa sempre bem, ainda por cima o Marco Silva acho que gosta dele. Agora, depois é a questão de perceber várias coisas. Ele quer regressar, família, depois ali aquele lado mais sentimental pelo Sporting, não sei até que ponto. Às vezes isso pesa, às vezes não pesa, mas às vezes isso pesa. Enfim, e também o Benfica perceber se os jogadores que tem, porque um jogador como o Palhinha é quase um daqueles jogadores que vem sempre pra titular pra uma equipe portuguesa, digo eu. Portanto, não sei o que vai acontecer. Veremos como é que desenvolve esse episódio, pra já também dar conta no que toca ao mercado, que o Al-Ahli quer atacar a dupla do Sporting, Trincão e Pote. Também vamos ter que estar atentos aos desenvolvimentos destes dois dossiês, que têm sido muito badalados nos últimos dias. Pra já, vamos avançar pras notas de campeão. João Pinto, vou te deixar com uma ficha extra pra ainda deixares umas notas sobre esse jogo amigável de ontem, em que o Benfica perdeu o troféu do Algarve frente ao Flamengo, já em prolongamento. Sim. A primeira nota é para a torcida do Flamengo, realmente um 16, apareceram em força. Aliás, o Benfica apareceu, parece que era aquele pessoal que chega aos batizados de chinelos. Pensas que aquilo é uma coisa informal, depois vai-se a ver e é um jogo à séria. Portanto, nota 15 para o Flamengo e para a torcida, que apareceram num jogo que tornaram muito competitivo. Uma nota positiva para o Benfica, está tudo a começar, não vale a pena estarmos aqui muito preocupados com isto. Depois, nota 20 para o Jude Bellingham, que realmente tem forças que nunca mais acabam, faz um jogo extraordinário, está a fazer um mundial inesquecível. E uma nota que é 18, 19 para o João Pinheiro, que realmente parece que por aquilo que o Pedro Henriques disse, fez tudo bem feito e também orgulhou o país na sua última representação no mundial. Muito bem, são notas positivas deixadas aqui pelo João Pinto. Luís Pinto Coelho, o teu Futebol Clube do Porto também jogou, empatou uma bola com o Hibernian, mas quais são as tuas notas? Vou repetir aqui duas notas do João Pinto para o Bellingham, adoro o Bellingham, acho que é aquele jogador que tem tudo, tecnicamente é evoluído, é altamente intenso, finaliza bem, é muito completo e estou muito curioso para ver como é que o José Mourinho vai tirar partido de um jogador destes, porque eu acho que ele encaixa bem na forma de pensar o futebol do Mourinho. E depois também vou dar ao João Pinheiro, porque a minha forma de avaliar o árbitro, eu estou a ver, gostei da arbitragem. O Pedro Henriques já explicou aqui aqueles pormenores mais técnicos em que ele esteve bem também, por isso gostei. Teve um critério largo, acho que fez uma boa arbitragem num jogo sempre difícil, porque os argentinos também nunca são muito fáceis de apitar, porque são um bocadinho queixilentos. Por isso também um 20 para ele, porque também gostei bastante da exibição. Obrigado, Luís. Pedro, só temos notas positivas até agora. Não, eu vou só dar, uma vez que hoje da minha parte, em termos de intervenção, foi mais sobre a questão do João Pinheiro. Vou dar uma nota positiva, vou dar nota 17, porque acima de tudo aquilo que está aqui em causa, naquilo que podia ser polémico, não é mais um amarelo, ou menos um amarelo, uma falta ou menos uma falta, porque também nesse aspeto o João Pinheiro não foi imaculado, teve ali alguns erros, como é óbvio. É, sobretudo, sobre os lances mais polémicos em que estão a querer sacar outra decisão que o árbitro ou a equipa de vídeo-arbitragem devia ter tomado, quando no fundo eles limitaram-se a executar aquilo que é a questão do protocolo. E mesmo com a execução do protocolo, que até já não é a primeira vez, já tínhamos tido isto na Croácia e Estados Unidos da América, ainda mesmo assim, e estamos a falar até de alguns órgãos de comunicação social, não estou a falar aqui da Rádio Observador, mas para os quais eu trabalho, ainda mesmo assim, há pessoas lá dentro que ainda têm dúvidas se o protocolo foi correto. Quer dizer, não tenham dúvidas, se nós recebemos informação via UEFA, etc, é assim. Agora, podemos é não concordar. E o João Pinheiro, a equipa de arbitragem, limitou-se a atuar de acordo com o protocolo. Erros teve. Gostei da arbitragem de uma maneira geral. Depois ir buscar aquela coisa que saltou as redações ao começo e estava de dedo em riste, quer dizer, neste momento, tira-se ali um contexto, tira-se ali um dedo que é levantado, que nem sequer é muito dedo em riste, é o cúmulo daquilo que nós estamos, é os tempos em que nós estamos a viver. Isso ao mesmo tempo deixa-me um bocadinho incomodado, mas eu depois respiro e depois continuo a tentar fazer o meu trabalho, que é passar a informação e nem sequer tento discutir com absolutamente nada nem ninguém, independentemente das mensagens que mandam, já não o faço. Eu escrevo e o tempo que as pessoas estão a perder a tentar- É tempo perdido, Pedro, não vale a pena. Não, é tempo perdido, porque eu estou a fazer uma outra coisa que gosto de fazer, que é estudar, que é para ver se pelo menos consigo passar informações corretas e é isso que eu procuro fazer. Um abraço a todos, um bom domingo. Nota 17 para o João Pinheiro, Rádio Observador. Notas positivas nesta edição de "O Campeão É", com destaque para João Pinheiro, que esteve nessa arbitragem do Argentina-Suíça, que culminou com a passagem da Argentina às meias-finais. Ficamos por aqui nesta edição de domingo de "O Campeão É", hoje com a análise do João Pinto, Luís Pinto Coelho e também do Pedro Henriques.
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